sexta-feira, 11 de abril de 2014

Extra! Extra! Bienal do livro!


Ahhh enfim o tempo passou... E ela está de volta! A única, a esperada, Bienal do Livro e da Leitura!

E sabe o que tem nela?... Er... Bem... Tenho que confessar uma coisa... Eu nunca fui à Bienal.

Ora! Quem nunca perdeu um evento que queria ir que atire a primeira pedra!

Talvez você conheça e tenha mais informações do que eu para falar desse evento (o que não é muito difícil de acontecer uma vez que eu nunca fui), mas como foi dito: estamos aqui para aprendermos juntos!

Então, arregacem as mangas e vamos descobrir do que se trata.

"A Bienal Brasil do Livro e da Leitura é um dos maiores eventos literários do país. Uma programação diversificada e inteiramente gratuita atraiu mais de 250 mil visitantes, que participaram de lançamentos de livros, seminários, debates, palestras, encontros, oficinas, exibições de filmes, exposições, homenagens, shows e apresentações teatrais. Para estudantes e professores, a Bienal teve um atrativo especial: livros a preços acessíveis ou com descontos."
Acho que dispensa o comentário de que para nós, aspirantes a escritor, é quase que obrigatório a presença no evento. Primeiro que amamos livros; segundo, é uma chance muito grande de aprender sobre o mundo literário.

O evento acontecerá em Brasília, e para aqueles que não poderão estar presente, não se preocupem que posteriormente postarei sobre o que está ocorrendo no evento.

"A II Bienal Brasil do Livro e da Leitura promoverá 10 dias dedicados a seminários, debates, palestras, lançamentos e mostra de cinema. A lista de escritores convidados é pródiga e cobre vários continentes. O uruguaio Eduardo Galeano, autor de obras antológicas como As veias abertas da América Latina e a trilogia Memória do Fogo, será o homenageado internacional do evento. E o grande mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade, receberá as honras como homenageado nacional, trazendo para a Bienal seu pensamento indignado em defesa da cultura brasileira."
 A Bienal promete! E não é pra menos. O evento tem sua relevância, e vamos acompanhar bem de pertinho!

Para aquele que quiser saber mais, acesse o link http://www.bienalbrasildolivro.com.br/ e compartilhe conosco o que mais achou interessante.

Até breve,

Erwin.


Passado o evento, trago o feedback. Seus pontos positivos e negativos expostos no blog "Ponto Para Ler", parceiro da Utopia. O texto é de Paulo H.C. Souza.

Segue o link: http://pontoparaler.blogspot.com.br/2014/04/pontos-sobre-ii-bienal.html

Sugestão nº 1 - Bakuman!

Sugestão #1 - Bakuman

Primeiramente, vale a observação de que Bakuman é um mangá, o qual virou anime.

Para quem desconhece o nome, "anime" é o que muitos chamam, de forma equivocada em minha opinião, de "desenho japonês". Sim, desenho...



Se você fez cara feia pelo que acabou de ler, peço por um pouco mais de sua paciência. Leia só mais um pouco... E se você é daqueles que não fez cara feia e já conhece o que é um anime/mangá, vá até a linha vermelha e continue lendo dali.

Um pequeno passeio cultural aos desavisados.

               Sabe essas crianças que jogam bola na rua, que crescem com o sonho de se tornar um jogador de futebol, que treinam de verdade para alcançar seu sonho que é tão difícil de ser concretizado porque ela é uma estrela dentre tantas outras inseridas neste universo que é o Brasil? Pois, bem... No Japão o quadro é outro, ao invés de jogador de futebol, a disputa é para ser mangaká (profissionais que fazem esses "desenhos japoneses"). A concorrência  é gigantesca! Na verdade, lembra muito nossa realidade como escritores para  publicar um livro. Eles abdicam dos feriados, de finais de semana, de horas de sono. Tudo isso para manter a qualidade da sua obra e para superar a expectativa da editora e de seus leitores. Diga-me, quantas vezes você já abdicou de horas de sono, feriados, finais de semana para se dedicar integralmente a sua obra? É bastante reflexivo, não acha? 

Um país pequeno.

               Agora, pensemos mais um pouco... É comprovado que se nos dedicarmos a uma tarefa, certamente nos tornaremos bons naquilo. Então se esses profissionais chamados mangaká se dedicam tanto, o quanto eles são bons no que fazem? Bastante. Tudo bem... concordam quando dizem: "Poxa, poderia fazer uma minissérie, um filme, até um curta metragem, mas desenho?" Sim! Desenho... Por um bom motivo: espaço. Já pararam para analisar o tamanho do país? Japão é por pouco 50% maior que o estado de São paulo! Ou seja, imagine nosso país inteiro comparado a ele... Logo, eles não têm estrutura física como os Estados Unidos para construírem inúmeros estúdios de cinegrafia. Agora, papel? Isso se põe na gaveta. É claro que a quantidade absurda de papeis que são usados todos os dias não caberiam em gavetas, mas convenhamos que o espaço é bem inferior a um estúdio para um filme. 

Esta explicação foi necessária para que seja quebrado um preconceito, o qual até mesmo eu tinha, mas dei uma chance a uma nova cultura, e me surpreendi com isso. E acredito que vocês também possam se surpreender.

Continue lendo aqui!

Há um anime que eu recomendo fortemente aos aspirantes a escritor e a qualquer artista: Bakuman.

"Bakuman é a história de dois garotos do 9º ano que querem se tornar mangakás, ou criadores de mangás. Os personagens principais incluem Moritaka Mashiro , que é um desenhista, e Akito Takagi , que é um roteirista. Os primeiros capítulos alternam situações de drama adolescente com informações sobre a história do mangá e sobre os aspectos técnicos da criação dos mesmos".

"Tá, mas... o que isso tem a ver conosco?"

Tudo!

É óbvio que este blog não é destinado a mangakás, porém em Bakuman é representado os obstáculos, a motivação, os erros e acertos que os personagens principais passam nessa história são parecidíssimos com o que viveremos em nossa jornada. Acreditem...
Os valores que são passados também considero muito importantes: a contribuição que uma rivalidade sadia traz, além da importância da amizade, dos sonhos.

Com certeza, não estou obrigando ninguém a nada. Isso é um convite de coração. Bakuman consegue dar uma aula de todas essas lições com muito humor e muito suspense. É incrível como o leitor/telespectador se empolga como se estivesse vendo um perseguição policial!

Não apenas com o Japão, podemos aprender bastante com outras culturas. Histórias hindus, por exemplo.


Philip Pullman certa vez disse 
"Leia como uma borboleta e escreva como uma abelha"
Isso quer dizer, meu amigo, absorva as partes boas e elimine as ruins. Portanto pegue as coisas boas que Bakuman tem a oferecer.

Eu, como também sou um aspirante a escritor, também estou nessa caminhada de aprendizagem. Portanto, se acreditam que bakuman não seja uma boa indicação, mande um comentário, dê sua opinião. Àqueles que deram uma chance ao bakuman ou já conheciam, deixem seus comentário, diga-nos o que a obra lhe contribuiu.



Até a próxima!

John Erwin

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Artigo nº 2 - Pseudônimo, ter ou não ter, eis a questão...



Como dizia Hamlet, "eis a questão..."



Quando decidi que seria escritor, eu me deparei com esta pergunta: Ter ou não um pseudônimo?


Como foi mencionado no artigo nº 1, eu tive meus motivos para ter o meu. Mas vale analisar as razões que levam um escritor a possuir um pseudônimo:


1) Primeiramente, escolher um nome artístico ajuda a criar uma marca sua;
            "existem muitos João Ítalo, mas poucos John Erwin".


2) Se você possui vidas profissionais diferentes, o pseudônimo ajudará a fazer essa distinção;

            Ex: Carlos é um renomado arquiteto. Muito solicitado em seu estado e até nacionalmente. Porém, Carlos não está satisfeito de viver com o "pé no chão". Ele, amante da literatura fantástica, leu o blog "A utopia de Erwin" (momento propaganda hehe) e decidiu publicar sua própria história. E para tanto, como escritor, adquire um pseudônimo.
            Nesse caso, quando as pessoas quiserem saber mais sobre Carlos e seus trabalhos como arquiteto, certamente pesquisarão pelo nome de nascença e encontrarão seus trabalhos de grande sucesso. Por outro lado, os leitores que tiverem interesse em seu livro, pesquisarão pelo pseudônimo e logo encontrarão seus livros publicados.
            Agora, imagine que Carlos tenha mantido seu nome de nascença para as duas profissões. Ou seja, viraria uma bagunça só! Os interessados pelo seu trabalho como arquiteto, e inclusive seus leitores, ao pesquisarem sobre Carlos, encontrarão tanto seus feitos como arquiteto como também seus livros publicados, ocasionando certa confusão e dificuldade nas pesquisas. E dependendo da influência de uma profissão sobre a outra, no caso o trabalho de arquiteto que já está renomado, iria sobrepor a outra profissão.
             Exemplo: Allan Kardec.


3) A escritor não gosta de seu próprio nome.

            Outro ponto que muitos pensam é este: "Meu nome não soa forte", "Meu nome é comum", "Meu nome é confuso". Assim como eu fiz, nada impede que você assuma outro nome, mas que a verdade seja dita: "Não é o nome que cria a carreira, mas é na carreira que o nome é feito". Querem um exemplo? Paulo Coelho.


4) Estratégia.

            Com certeza, você deve conhecer a grande escritora que inspirou muitos corações: J.K.Rowling. Como muitos devem saber, a escritora da aclamada obra "Harry Potter", aderiu a um pseudônimo. O uso do pseudônimo foi sugerido por seu editor, Barry Cunningham. Ele achou que os meninos poderiam não confiar em um livro escrito por uma mulher, que na época era a realidade da sociedade, assim Joanne escolheu “K” para “Kathleen”, o nome de sua avó paterna. 
            [saiba mais em http://www.jkrowling.com/pt_BR/#/linha-do-tempo/pseudonimo/]


            UFA! 

            
                 Tem muitos casos que levam a um escritor/artista a ter um pseudônimo, mas sabe de uma coisa? Você não necessariamente deve ter um. Siga aquilo em que acredite. Se você gosta do seu nome e acha que ele vai ficar perfeito na bela capa do seu livro, por que mudar?
        
            Para aqueles que se identificaram com uma das 4 situações acima e quer criar seu pseudônimo, trago um link bem interessante que pode ajudar: 
             http://pt.wikihow.com/Criar-Seu-Pr%C3%B3prio-Pseud%C3%B4nimo.


                     E então? Qual a sua escolha? Qual o motivo que te levaria a ter um pseudônimo?

            
                 Comente ou mande seu e-mail para autopiadeerwin@gmail.com, sua opinião pode aparecer aqui nos artigos do blog!


John Erwin

domingo, 6 de abril de 2014

Artigo nº 1 - A Utopia

Você já teve a sensação do mundo te chamar para o lado de fora? Uma voz sussurrar para que se mova?

Bem... Só para deixar claro, apesar de um comportamento excêntrico, os médicos me disseram que minha saúde mental está perfeitamente normal. Apesar de eu ter a mania de conversar sozinho... Mas isso não vem ao caso! A voz a que me refiro vem de dentro, de sua alma, lutando para dizer: "Chegou a hora! Corra atrás dos seus sonhos!"

É... Desculpem-me por isso. Tenho o péssimo hábito de atropelar as coisas.

Eu me chamo John Erwin! Sou brasileiro e quero me tornar escritor!
Eu sei... Eu sei... Vocês devem estar se perguntando: "Brasileiro? Como esse nome? Conta outra!" -- Bem, vocês me pegaram... Meu verdadeiro nome é João Ítalo. Por que não mantive meu nome de nascença? Nada contra "João Ítalo", até me soa agradável e o acho forte, mas convenhamos que existam muitos "Joãos" e "Ítalos" por aí...
Já pensou um outro João Ítalo, um "zé-espertinho", andando com aquela garota que ele está afim. Ambos passam por uma vitrine. Nela está exposto meu tão esperado livro publicado: "Best-Seller de João Ítalo".

-- Nossa, João! Não sabia que era escritor! -- a garota ingênua diz com um sorriso de admiração. 

O meu chará entendendo do que se tratava, aproveita a situação.
-- Bem, era pra ser uma surpresa... -- ele diz parecendo convincente, apesar de esfregar a mão na nuca, como faz um mentiroso. -- Queria te contar depois que soubesse de outra mais importante.
-- Mais importante? -- ela indaga, caindo na lábia do impostor.

-- Sim. Eu te acho uma menina muito interessante. E acredito que estamos nos divertindo muito. Não acha que eu e você formamos uma boa dupla? -- ele diz tornando as palavras tentadoras.

A garota parece pensativa.

-- Por que não me conta mais dessa nossa dupla, enquanto me fala do seu livro? -- ela se aproxima aos suspiros.

O restante dessa história talvez vocês saibam... Ele fica com a garota. O rapaz a enrola, inventa uma história de que quer uma carreira literária sem muitos assédios e por isso deixa tudo em segredo. E de repente ela não se lembra do livro e só dos papos caluniosos dele... Ahhh, por favor! Depois de todo o trabalho que tive, ser roubado? Não mesmo!

(Deu para notar que tenho uma imaginação que alguns dizem ser fértil, mas eu sempre retruco: "o seguro morreu de velho")

Esse foi um dos motivos que me levou a adotar o pseudônimo de "John Erwin". Quantos "John Erwin" vocês conhece por aí? Foi o que pensei...
Mas vamos a assuntos mais relevantes.

Em minha opinião, tornar-se um escritor é como renascer. De repente você já não enxerga as cores da mesma forma, o mundo se transforma em um universo inteiro de possibilidades, onde o abstrato se torna concreto, a melodia é história, as fronteiras são extintas, sua mente cria asas, as ideias respiram.

Se não consegue captar o que estou dizendo, experimente fechar os olhos. Sim, agora... Não me venha com essa de que não gosta dessas coisas! Ninguém está olhando! Dá aquela fugida para um lugar reservado. Vamos, acredite em mim! Ah, tá... Dormir na carteira da escola numa aula, as pessoas não tem vergonha, mas fechar os olhos por um instante... Fechou? ah... Tem razão... Se fecharem não tem como ler este artigo. Estão façamos um trato: leiam e depois reflitam com os olhos fechados, de acordo?

Sem mais delongas, procure imaginar um mundo sem preconceitos. E se por acaso você tiver algum tipo de preconceito (não estou dizendo que tem), finja por um instante que eles não são seus. Invente um mundo seu. Por que a grama é verde? Tinja-a  como quiser! As regras te incomodam? Faça-as da melhor maneira. Abra sua mente! Coca-Cola de graça, trabalho só depois das 10h, uma fonte de chocolate, mais horas com aquela pessoa especial, una as suas vontade! Desapareça com os sentimentos rins, com as incertezas.

Muito bem, hora de pagar a promessa! Feche os olhos. Aproveite, este momento seu. Sou paciente...

Quando me senti assim pela primeira vez, foi uma das melhores sensações que já vivi. E desejei com todas as minhas forças, que as pessoas tivessem a mesma experiência. Foi então que me tornei escritor.

Contudo, ser um escritor não é fácil. E como diz Nicholas Sparks:
 "Nada que vale a pena é fácil. Lembre-se disso."
Portanto, devo alertá-lo que a jornada que percorreremos será de muitos obstáculos. Tantos que você se perguntará se o caminho que percorre é mesmo o que realmente almeja, se vale tamanho sacrifício. É normal. Alguns erguerão o dedo para você e rirão de sua atitude, da sua vontade. Mas sabe de uma coisa? É preciso apontar o dedo para si mesmo antes de apontar para o próximo. Não se preocupe se sentirá medo, se não sabe se chegará ao fim, se está qualificado para tanto. Apenas pergunte a você: eu serei feliz sendo um escritor? Eu quero me tornar um? O que me motiva para tanto? Quanto as suas fraquezas, você as vencerá uma a uma.

Uma vez que me disserem com afinco de que desejam, de que tem esse sonho clama por você, eu o convido, marujo, para desbravar águas de oceanos tempestuosos, habitados por monstros marinhos inimagináveis, mas que ao final da viagem um tesouro o espera.

Construiremos juntos essa história.

Seja bem-vindo, a utopia de Erwin.


































(Fonte da imagem: http://semeadorestrelas.blogspot.com/)